Blog

Insights do Fórum 2017 E-commerce Brasil

Daniela Senador

Na semana passada, Mila e eu pudemos ter a honra de acompanhar in loco a programação do Fórum 2017 E-commerce Brasil como convidadas. Considerado um dos maiores eventos de e-commerce do mundo, o Fórum aconteceu entre os dias 25 e 27 de agosto no Transamérica Expo Center, reuniu sócios e gestores de e-commerce de agências e empresas, e propiciou um contato próximo com os principais players desse mercado no Brasil. O registro de alguns momentos é possível ver em álbum no Facebook da Soneto.

Com organização impecável, o Fórum foi uma ótima oportunidade de trazer à tona o que existe de mais inovador nesse segmento. Nós ficamos felizes por contribuir efetivamente com esse debate a partir de artigo inédito sobre Marketing Analytics que assinamos na edição 40 da Revista E-commerce Brasil, logo mais disponibilizada na íntegra no Portal E-commerce Brasil. Este artigo lança luzes para a metodologia inovadora que desenvolvemos na Soneto, aplicamos em nossos projetos e procuramos difundir nos cursos e disciplinas que ministramos. Afinal, como sempre dizemos, é possível mensurar todas as iniciativas de marketing, a diferença é que a metodologia nos diz como fazer isso de forma a proporcionar tomadas de decisão para o negócio.

E, somado a isso, participar de palestras em diferentes áreas do conhecimento nos trouxe insights interessantes que compartilhamos aqui com a nossa rede para suscitar ainda mais reflexões e debates.

  • Não é raro ouvirmos “mas vocês fazem estratégia off, para trade também?”. Nós fazemos marketing. E levamos em consideração a jornada de compra do consumidor, ou seja, os canais nos quais ele está presente, sejam eles quais forem. Não existe mais para a gente aquela divisão tradicional de on/off que, muitas vezes, fazemos menção apenas para sermos didáticas. A palestra de Anthony Long, Global E-commerce Capability Lead, da Kimberly-Clark, foi bem nessa linha e buscou desmistificar o conflito que ainda existe entre e-commerce e varejo tradicional, mostrando também o potencial do mobile nesse processo.

 

  • Internalizar o serviço ou contratar fornecedores? Leonardo Cid Ferreira, Chief Strategy Officer LATAM, da Accenture, definiu quatro variáveis relevantes – rápido, barato, grátis e excelência -, tendo em vista a agenda dos CMOs, e colocou dois profissionais que se situam em lados opostos – agência e cliente -, para debaterem o tema. Ouvindo os dois falarem, concordamos com alguns pontos, discordamos de outros, mas chegamos à conclusão de que aquela posição tradicional estanque de outrora caiu por terra – nem todas as agências são transatlânticos que não conseguem entender a necessidade de urgência do cliente, nem todos os clientes são mais leigos em estratégia digital a ponto de ficarem reféns da agência. E, nós, na Soneto, ainda temos o diferencial de capacitar o cliente para a internalização do serviço, o que às vezes faz muito sentido atualmente.

 

  • Empresas B2B também começam a atuar como B2C, como a Mondelez, a partir do aumento de investimento em mídia online. Maria Clara Batalha, Gerente de E-commerce da companhia, mostrou como a empresa acabou ampliando em a verba de mídia digital e criando experiências para o consumidor, como a iniciativa de loja online da Lacta realizada na última Páscoa, considerada a primeira a vender ovos diretamente ao consumidor. A migração de verba da mídia off para a mídia on nós já assistimos há bastante tempo e é cada vez mais uma tendência, uma vez que o online é mais fácil de mensurar – cá estamos nós aqui falando novamente de Marketing Analytics! -, proporciona um custo menor para um alcance maior, ampliando o potencial de conversão. Não por acaso, a frase de Irene Rosenfeld, CEO da Mondelez International, mostrada por Maria Clara, deixa de ser discurso de intervenção para começar a se tornar realidade e não apenas na Mondelez: “a previsão é que entre 3-10% da receita de snaking estará online nos próximos dois anos”.

 

  • Mensuração de resultados foi pauta de algumas palestras às quais assistimos e nas quais nos saltou aos olhos a importância de definição de indicadores de performance (KPIs) para iniciar esse trabalho, o que, para alguns, parece simples, para outros, um grande desafio. Não por acaso, este é o ponto de partida da nossa metodologia. Também fica cada vez mais clara a interdisciplinaridade do profissional que realiza esse trabalho numa organização, que precisa ter um pé em humanas e outro em exatas, conhecer negócio, além de estatística e programação, traduzir números em análises e promover correções de rota.

 

E você? O que acha desses temas? Compartilhe conosco também no Facebook na Soneto.

tags:

  • e-commerce
  • fórum 2017 e-commerce brasil
  • marketing analytics