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Aposte numa estratégia assertiva para o seu negócio

Daniela Senador

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Fazer um balanço das atividades empreendidas durante o ano que passou é o primeiro passo para a compreensão dos resultados obtidos. A partir de uma análise consistente, é possível identificar fatores de sucesso, lições aprendidas e oportunidades. Realizar esse balanço é importante em todas as instâncias da vida e, mais ainda, nos negócios. Aqui apresentamos cinco aspectos fundamentais para o desenho de uma estratégia assertiva, dos quais você precisa estar por dentro para um plano bem sucedido.

Não existe oráculo, existem números

Tenha processos e ferramentas que permitam a armazenagem e sistematização de todos os dados e informações relevantes da sua empresa, tornando fácil e rápido o acesso a eles. É a análise desse conjunto que trará uma visão consistente do desempenho do seu negócio. Mas, cuidado, pois existem inúmeras possibilidades de cruzamentos de dados e informações, e cada um deles pode levar a interpretações distintas dos resultados. Por isso é importante ter ao seu lado um especialista em business intelligence, pois nem sempre o que parece é, de fato.

Olhar apenas para dentro traz uma visão parcial do desempenho da organização

Estrutura de processos, desenho de serviços, mapa de competências e fluxo de prospecção ativa representam, entre tantos outros fatores endógenos, a base para a constituição, gestão e operação de uma empresa. Fazem parte do planejamento estratégico organizacional e precisam ser reavaliados periodicamente. Mas olhar apenas para eles no momento da avaliação de resultados pode tornar a visão parcial, uma vez que há inúmeros fatores externos que influenciam o desempenho de uma organização, como índices macroeconômicos e ambiente competitivo. O importante é ter um olhar sistêmico e analisar os números sem deixar de lado fatores endógenos e exógenos.

Não existe estratégia sem definição prévia de objetivo

Uma vez analisados os dados e informações do negócio, e identificadas as falhas e oportunidades, temos uma estratégia nova. Certo? Nem sempre. O desenho de uma estratégia não é tão lógico e depende, antes de tudo, dos objetivos que você pretende atingir. Esses objetivos também direcionarão mais o seu olhar para determinados dados em vez de outros. E os dados também poderão determinar os objetivos. Mas nem tudo o que for identificado deve ser incorporado na estratégia e leva a uma ação tática imediata. É preciso priorizar iniciativas e, somente então, empreender esforços.

O imprevisível faz parte da rota

O desenho de uma estratégia funciona para o gestor como um plano de navegação – ele sabe muito bem qual é seu ponto de partida, pontos fortes e fracos do seu barco, e aonde quer chegar. Seguir a estratégia é seguir a rota rumo a esse objetivo. Mas o documento que traz orientação não pode se tornar um álibi para a cegueira. Quando se tem um negócio é preciso estar atento ao imprevisível e saber calcular e executar com certa rapidez manobras não previstas no plano original. Obviamente esse cálculo leva em consideração o histórico da empresa, os dados e informações analisados. Nem sempre, no entanto, estará atrelado ao plano estratégico traçado, e ter essa flexibilidade de atuação é imprescindível para não naufragar. Na dúvida, um consultor pode ser a solução.

Mensurar é um trabalho perene

Não adianta fazer um planejamento e mensurar a performance da sua execução somente um ano depois. Capturar, organizar e interpretar dados e informações deve ser um trabalho constante, que pode anunciar correções de rota necessárias a tempo de evitar resultados ruins. O planejamento estratégico apontará quais são os indicadores a serem acompanhados. Iniciativas não previstas inicialmente também deverão ser mensuradas. Resultados parciais podem impactar o planejamento e redefini-lo, uma vez que o mercado é dinâmico e nem sempre previsível.

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