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Acessibilidade acompanha?

Fábio Lino Baroni

 

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Quem trabalha com acessibilidade já está acostumado com o seguinte cenário: o cliente com o projeto na reta final, tudo concebido, planejado, desenhado, programado e, de repente, descobre que precisa fazer de seu produto final um produto acessível. E agora?

Em projetos digitais, projetos culturais ou arquitetônicos, não importa a natureza, a reclamação dos que trabalham na área é de que a acessibilidade só vem à mesa depois de tudo pronto e servido, como se fosse uma cereja decorativa por cima do seu sorvete.

Mas acessibilidade é usabilidade, é arquitetura da informação, é design, é código e, por fim, tem que estar presente em todos os nossos conteúdos. Devemos pensar em acessibilidade em todas as etapas do projeto, desde o primeiro dia da concepção, pois só assim conseguimos produtos mais adequados a todos usuários. Quanto antes nos questionarmos sobre o impacto das questões de acessibilidade, além de termos um produto mais adequado, evitaremos custos extras e o estresse do retrabalho, aquela sensação de “volte duas casas” de que ninguém gosta.

A acessibilidade não pode ser orçada como algo extra, um fator que pode ou não ser feito. A acessibilidade tem que estar na cultura de nossas empresas e produtos, tem que estar presente em todos nossos projetos e fazer parte do dia-a-dia de nossas vidas.

 

Fabio Lino Baroni é consultor, especialista em acessibilidade na internet e parceiro da Soneto.

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